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2 Crônicas 20 — Bíblia Bíblia CNBB (Nova Capa), 2002 | Gospelmais
37 versículos · Bíblia CNBB (Nova Capa), 2002
1Depois, chegaram os moabitas e os amonitas, acompanhados de alguns meunitas, para fazer guerra contra Josafá.
2Josafá recebeu esta informação: “Uma tropa imensa de amonitas vem chegando do outro lado do mar Morto, da direção de Edom, e já estão em Asason-Tamar, ou seja, em Engadi”.
3Josafá ficou com medo e começou a invocar o SENHOR. Decretou também um jejum para todo Judá,
4e Judá se reuniu para implorar o auxílio do SENHOR. Também das cidades do interior de Judá o povo acorreu para implorar o SENHOR.
5Josafá pôs-se de pé diante da assembléia de Judá e Jerusalém, na Casa do SENHOR, defronte do pátio novo,
6e falou: “SENHOR Deus de nossos pais, tu és Deus no céu e governas todos os reinos dos povos. A ti pertencem a força e o poder e ninguém te pode resistir.
7Acaso não foste tu, nosso Deus, que expulsaste os habitantes desta terra diante de Israel, teu povo, para dá-la para sempre aos descendentes de Abraão, teu amigo?
8Nesta terra se estabeleceram e nela construíram para ti um santuário em honra de teu nome, dizendo:
9Se vier sobre nós uma desgraça, guerra, inundação, peste ou fome, e se nos colocarmos diante desta casa e diante de ti — pois esta casa leva teu nome — e clamarmos a ti por socorro do meio de nossa miséria, então tu escutarás e salvarás.
10Pois bem, agora estão aí os amonitas e os moabitas e os habitantes das montanhas de Seir. Não permitiste que Israel entrasse em seu território quando subia do Egito, tendo de recuar sem poder exterminá-los.
11Eis que agora nos dão o pago, querendo-nos expulsar da propriedade que nos deste.
12Não os queres julgar, Deus nosso? Nós não temos força para enfrentar essa multidão de amonitas que vem contra nós. Não sabemos o que fazer. E assim nossos olhos se voltam para ti”.
13E todo Judá se mantinha de pé diante do SENHOR, inclusive as mulheres, crianças e anciãos.
14Então no meio da assembléia o espírito do SENHOR desceu sobre Jaaziel filho de Zacarias, filho de Banaías, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita descendente de Asaf.
15Ele exclamou: “Atenção, todo Judá, moradores de Jerusalém e tu, rei Josafá! Assim vos fala o SENHOR: Não deveis temer nem tremer à vista dessa multidão enorme, pois a luta não é vossa, e sim de Deus.
16Amanhã deveis sair para os atacar. Eles vão subir pela encosta de Sis e topareis com eles na extremidade superior do vale, à entrada do deserto de Jeruel.
17Não sois vós que vais fazer este combate. Tomai posição, ficai parados, observando como o SENHOR vos salvará, Judá e Jerusalém! Não deveis temer nem tremer. Saí-lhes amanhã ao encontro e o SENHOR estará convosco”.
18Josafá inclinou-se até o rosto tocar no chão. E todos os habitantes de Judá e de Jerusalém se prostraram diante do SENHOR e o adoraram.
19Os levitas caatitas e coreítas se levantaram e com voz forte e sonora cantaram hinos ao SENHOR, Deus de Israel.
20Na manhã seguinte, bem cedo, saíram ao deserto de Técua. À saída, Josafá tomou a palavra e disse: “Escutai-me, gente de Judá e de Jerusalém! Firmai-vos no SENHOR, vosso Deus, e assim vos mantereis firmes. Firmai-vos nos profetas e tudo sairá bem para vós”.
21Depois combinou com o povo que os cantores sacros se apresentariam em paramentos sagrados para entoar hinos, e ao marchar à frente dos soldados armados cantariam: “Louvai o SENHOR, pois eterno é seu amor”.
22Logo que ressoaram os cantos de alegria, o SENHOR fez os amonitas, os moabitas e os moradores de Seir, que marchavam contra Judá, cair numa emboscada, de modo que começaram a tombar.
23Então os amonitas e os moabitas atacaram os habitantes de Seir para os aniquilar e exterminar. E depois de liquidados os habitantes de Seir, empenharam-se em destruir-se uns aos outros.
24Quando os de Judá subiram ao ponto elevado de onde se enxergava o deserto, olharam para a multidão: só viram cadáveres deitados pelo chão, sem que houvesse um sobrevivente.
25Josafá com o povo foi recolher os despojos. Encontraram grande quantidade de gado, objetos de uso, roupas e preciosidades. Agarraram mais do que podiam carregar. A presa de guerra era tanta que ficaram juntando durante três dias.
26No quarto dia reuniram-se no vale da Bênção, onde bendisseram ao SENHOR. ( Por isso o lugar é chamado “vale da Bênção” até hoje. )
27Em seguida toda a gente de Judá e Jerusalém voltou, com Josafá à frente. Regressaram para Jerusalém com grande alegria por causa do SENHOR, que lhes dera a vitória sobre os inimigos.
28Entraram em Jerusalém ao som de harpas, cítaras e trombetas e chegaram à Casa do SENHOR.
29O terror do SENHOR se apossou dos reinos da região, ao ouvirem como o SENHOR havia combatido contra os inimigos de Israel.
30Depois, o reinado de Josafá conheceu tranqüilidade, pois Deus lhe dera sossego por todos os lados.
31Assim foi o reinado de Josafá sobre Judá. Tinha trinta e cinco anos quando iniciou o reinado. Ele reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. A mãe se chamava Azuba, filha de Selaqui.
32Ele seguiu o caminho de seu pai, Asa, e dele não se afastou, fazendo o que era reto aos olhos do SENHOR.
33Todavia os lugares altos não foram abolidos, nem o povo aderiu de todo o coração ao Deus de seus pais.
34As demais atividades de Josafá, das primeiras até às últimas, estão escritas nas Crônicas de Jeú filho de Hanani e foram incluídas no Livro dos Reis de Israel.
35No fim, Josafá, rei de Judá, aliou-se a Ocozias, rei de Israel, que procedia de maneira pecaminosa.
36Josafá aliou-se a ele com o fim de fabricar navios que iriam a Társis; os navios foram feitos em Asiongaber.
37Então Eliezer filho de Dodias, natural de Maresa, profetizou contra Josafá, dizendo: “Já que te aliaste a Ocozias, Deus vai arrebentar a tua obra”. De fato, os navios naufragaram sem conseguir chegar a Társis.

