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Rute 2 — Bíblia Bíblia CNBB (Nova Capa), 2002 | Gospelmais

23 versículos · Bíblia CNBB (Nova Capa), 2002

Rt 1RuteRt 3
1Noemi tinha um parente de seu marido, do clã de Elimelec, um homem de boa situação, cujo nome era Booz ( † Forte ).
2A moabita Rute disse a Noemi: “Eu vou à roça catar as espigas que ficarem para trás, se eles permitirem”. Ela respondeu: “Vai, minha filha! ”
3Ela foi, entrou numa lavoura e foi catando atrás dos ceifadores. Por coincidência aquela lavoura era propriedade de Booz, do clã de Elimelec.
4Booz chegou de Belém. Disse aos ceifadores: “O SENHOR esteja convosco! ” Eles responderam: “O SENHOR te abençoe! ”
5Depois Booz disse ao seu empregado, fiscal dos ceifadores: “Quem é esta moça? ”
6O empregado, fiscal dos ceifadores, respondeu: “Esta é a jovem moabita que voltou com Noemi dos campos de Moab.
7Ela pediu: ‘Deixa-me catar, dá licença para eu recolher algumas espigas atrás dos ceifadores! ’ Ora, depois que entrou, ela ficou sem descansar desde cedo até agora há pouco. Só agora sentou-se um pouco ali no rancho”.
8Booz disse a Rute: “Presta atenção, minha filha: Não vás catar em outra lavoura, não saias desta aqui. Fica junto das minhas empregadas.
9Fica atenta aonde elas vão colher e vai atrás delas; estou dando ordens aos rapazes para não te incomodarem. Se tiveres sede, podes ir até às vasilhas e beber da água que os empregados tiraram”.
10Ela se jogou de bruços, prostrada com o rosto em terra e disse-lhe: “De onde me vem que eu tenha encontrado tanto agrado a teus olhares, a ponto de merecer essa consideração, eu, uma estrangeira? ”
11Booz respondeu: “Fui muito bem informado a respeito do que fizeste pela tua sogra após a morte do teu marido: deixaste teu pai e tua mãe e tua terra natal, e vieste para um povo que até ontem não conhecias.
12Que o SENHOR te pague pelo que fizeste, que seja integral a recompensa que hás de receber do SENHOR, sob cujas asas vieste a te abrigar”.
13Ela disse: “Que eu tenha realmente encontrado simpatia da tua parte! Pois me fizeste um mimo, falaste ao coração da tua serva, eu que não me assemelho a qualquer de tuas empregadas”.
14Na hora do almoço, Booz disse-lhe: “Vem cá! Come deste alimento! Molha teu bocado no vinagrete! ” Ela sentou-se ao lado dos trabalhadores e ele ofereceu-lhe torradas. Ela comeu à vontade e ainda ficou com as sobras.
15Em seguida levantou-se para continuar a catar. Booz disse aos empregados: “Mesmo que ela cate dos feixes já colhidos, não a incomodeis.
16Deixai de propósito cair dos feixes algumas espigas para ela, deixai para trás para ela catar, e não lhe chameis a atenção”.
17Ela catou naquela lavoura até o entardecer. Debulhou o que tinha catado e deu quase uma saca de cevada.
18Levando a cevada, ela foi para a cidade e mostrou à sogra o que tinha conseguido. Pegou e deu-lhe as sobras do que havia comido.
19A sogra lhe disse: “Onde foste catar hoje? Onde fizeste teu trabalho? Deus abençoe aquele que teve tanta consideração contigo! ” Ela contou à sogra: “O nome do senhor da lavoura onde eu trabalhei hoje é Booz”.
20Noemi disse à nora: “Seja ele abençoado por Deus, que não esquece sua misericórdia para com os vivos nem para com os mortos”. Disse-lhe ainda Noemi: “Ele é nosso parente e tem direito de resgate, é dos nossos redentores”.
21Rute, a moabita, disse: “E ele ainda me disse: ‘Fica junto com meus empregados até terminar toda a colheita! ”
22Noemi disse: “É melhor mesmo, minha filha, acompanhares as empregadas dele, senão, em outras lavouras, outros poderão te perturbar”.
23E ela ficou junto com as empregadas de Booz até terminar a colheita da cevada e a colheita do trigo. Morava com a sogra.
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